domingo, 27 de setembro de 2015

FILO - Macadamia Nut Brittle

FILO - FESTIVAL INTERNACIONAL DE LONDRINA


Espetáculo teatral Macadamia Nut Brittle – Ricci/Forte (Itália)

Quatro jovens viciados em sorvete de macadâmia (o “Macadamia Nut Britlle” a que se refere o título) buscam o amor num mundo onde autodescoberta e a autodestruição se confundem. Para narrar esse cotidiano, Stefano Ricci e Gianni Forte foram buscar voz na poesia crua do poeta californiano Dennis Cooper.
O resultado é uma espécie de voo rasante em que o corpo do ator leva ao extremo suas possibilidades físicas, numa sucessão de cenas que viram do avesso a representação de nosso mundo – onde o humano se liquefaz sob o imperativo do consumo e os mecanismos de manipulação midiáticos. Cenas arrebatadoras (e escandalosas) fazem uma espécie de remix cênico com elementos e signos da moda, da publicidade, combinações de memória, videoclipe, musicais, filmes B, histórias em quadrinhos.
O espetáculo estreou em 2009 e tem se tornado objeto de culto, conectado a um público jovem e incensado pela crítica. Colecionando prêmios, a montagem italiana tem viajando por vários países e festivais da Europa e pelos Estados Unidos. Esta foi a primeira apresentação na América do Sul. Os diretores Stefano Ricci e Gianni Forte são formados na Accademia Nazionale Drammatica em Roma e na New York University, onde estudaram com Edward Albee.  
[FILO]






Acho que é uma crítica super válida para os dias atuais, onde devemos levar em consideração que precisamos ter consciência de tudo que fazemos, e mais ainda, perceber se tudo que estamos fazendo é puramente reproduzir aquilo que passam para nós.

João Renato, 3º ano Artes Cênicas UEM


 Um espetáculo forte, mas ao mesmo tempo muito sensível. Que nos chega pelo choque.
Nada previsível. Um tapa na cara de quem o assiste.

Kâmis, kâmilis du oitu


Imagens/Fotografias da internet.


A crítica que o grupo italiano Ricci Forte faz na peça Macadamia Nut Brittle é em relação à modernidade líquida.
Mas por quê?
Oras, nota-se um consumismo desenfreado na atualidade e uma crescente falta de profundidade nas relações humanas. Ou seja: a superficialidade dessas relações. As pessoas se consomem, mas encontram-se tão imersas numa sociedade capitalista que já não conseguem ver o quanto essa lavagem midiática manipulou suas ações.
É exposto na peça que somos meras marionetes vítimas do poder dominante norte americano, que se vê como a única América existente. A corrida pelos 15 minutos de fama desemboca numa luta violenta por um lugar ao sol.
Há repetição de gestos, denunciando nossa automaticidade perante a vida, o cuidado ao organizar simples muffins no chão, expondo nossa vulnerabilidade quanto àquilo que construímos com tanto afinco, mas que pode ser destruído numa única explosão de raiva perante nosso despertar diante a realidade. Aliás, a realidade é a maior mentira já inventada.
A final de contas, estamos todos sozinhos num mar de solidão, vestindo máscaras que não representam nosso eu interior, nos descartando diante as novas tendências impostas pelo poder hegemônico, falando demais e ouvindo de menos, rindo de coisas que não entendemos apenas para fazermos parte daquilo que, no fundo do coração, nem queremos.
Macadamia deixa o recado: nos tornamos objetos de nós mesmos. 

Sophie Freitag, 3º ano Artes Cênicas UEM

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

CAMPING time - Paraná

Registros em fotos.
20/10/2015


" A felicidade e a simplicidade. 
Uma bela combinação que faz parte da minha composição. 
Sou simplesmente feliz! "
K. Favero

{ Rio Ivaí, próximo do município de Floresta - Paraná }



Preenchendo os dentes com casquinha de amendoim
Sujando a barriga de fora com a água escorrente da fatia vermelhinha de sandiiia



O suco que vaza da garrafa 
pra ser misturado com a erva do tererezinho, de lei


  Temendo a profundidade e temperatura fria do rio a frente
A música, 
que aos poucos se põe adequada...


Despedindo-nos do sol ...

Papo mole e demorado
Ah, mas que baita domingo esperado! 

I'ts not the first time and it won't be the last
Thank you ma'am for what you've done
I know now where I'm going
cause I've found just where I'm from
Getting easier with every task
It's not the first time and it won't be the last (...)


domingo, 20 de setembro de 2015

Dia do gaúcho!

Sou uma pessoa constituída de retalhos culturais, de tradições que até se assemelham mas, de longe...
GAÚCHO DE MI CORAZÓN, aqui tens minha homenagem no teu dia. Tu que sem dúvidas és a "camposição" mais extensa desta gitana guera!

Arnaldo Jabor 

O Rio Grande do Sul é como aquele filho que sai muito diferente do resto da família. A gente gosta, mas estranha. O Rio Grande do Sul entrou tarde no mapa do Brasil . Até o começo do século XIX, espanhóis e portugueses ainda se esfolavam para saber quem era o dono da terra gaúcha. Talvez por ter chegado depois, o Estado ficou com um jeito diferente de ser.


Começa que diverge no clima: um Brasil onde faz frio e venta, com pinheiros em vez de coqueiros, é tão fora do padrão quanto um Canadá que fosse à praia. Depois, tem a mania de tocar sanfona, que lá no RS chamam de gaita, e de tomar mate em vez de café. Mas o mais original de tudo é a personalidade forte do gaúcho. A gente rigorosa do sul não sabe nada do riso fácil e da fala mansa dos brasileiros do litoral, como cariocas e baianos. Em lugar do calorzinho da praia, o gaúcho tem o vazio e o silêncio do pampa, que precisou ser conquistado à unha dos espanhóis.



Há quem interprete que foi o desamparo diante desses abismos horizontais de espaço que gerou, como reação, o famoso temperamento belicoso dos sulinos.

É uma teoria - mas conta com o precioso aval de um certo Analista de Bagé, personagem de Luis Fernando Veríssimo que recebia seus pacientes de bombacha e esporas, berrando: "Mas que frescura é essa de neurose, tchê?"


Todo gaúcho ama sua terra acima de tudo e está sempre a postos para defendê- la. Mesmo que tenha de pagar o preço em sangue e luta.
Gaúcho que se preze já nasce montado no bagual (cavalo bravo). E, antes de trocar os dentes de leite, já é especialista em dar tiros de laço. Ou seja, saber laçar novilhos à moda gaúcha, que é diferente da jeito americano, porque laço é de couro trançado em vez de corda, e o tamanho da laçada, ou armada, é bem maior, com oito metros de diâmetro, em vez de dois ou três.

Mas por baixo do poncho bate um coração capaz de se emocionar até as lágrimas em uma reunião de um Centro de Tradições Gaúchas, o CTG, criados para preservar os usos e costumes locais. Neles, os durões se derretem: cantam, dançam e até declamam versinhos em honra da garrucha, da erva-mate e outros gauchismos. Um dos poemas prediletos é "Chimarrão", do tradicionalista Glauco Saraiva, que tem estrofes como: "E a cuia, seio moreno/que passa de mão em mão/traduz no meu chimarrão/a velha hospitalidade da gente do meu rincão." (bem, tirando o machismo do seio moreno, passando de mão em mão, até que é bonito).

Esse regionalismo exacerbado costuma criar problemas de imagem para os gaúchos, sempre acusados de se sentir superiores ao resto do País.

Não é verdade - mas poderia ser, a julgar por alguns dados e estatísticas.
O Rio Grande do Sul é possuidor do melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil, de acordo com a ONU, do menor índice de analfabetismo do País, segundo o IBGE e o da população mais longeva da América Latina, (tendo Veranópolis a terceira cidade do mundo em longevidade), segundo a Organização Mundial da Saúde. E ainda tem as mulheres mais bonitas do País, segundo a Agência Ford Models. (eu já sabia!!! rss) Além do gaúcho, chamado de "machista", qual outro povo que valoriza a mulher a ponto de chamá-la de prenda (que quer dizer algo de muito valor)?
Macanudo, tchê. Ou, como se diz em outra praças: "legal às pampas", uma expressão que, por sinal, veio de lá.

Aos meus amigos gaúchos e não gaúchos, um forte abraço!

domingo, 13 de setembro de 2015

CAMPING time - Tocantins

 É   t r a n s b o r d a n d o  de orgulho que compartilho esta postagem. Ela é uma contribuição do meu querido pai, leitores mios. Um fofo, não?  
Esta sugestão (dedicação e carinho) me enchem de gratidão!
 Obrigada pelas lindas imagens, meu pai! HERMOSO! 


Mochila de pai pra filho

Meu pai sempre quis ser caminhoneiro.
Com ou sem a família vivia pra cima e pra baixo
de rodovia a rodovia mapeando todo o país!
Hoje, milhões de quilômetros rodados
e um conhecimento invejável,
me deixa de herança a admiração
por ver a natureza, não só pela janela de um caminhão...
a vontade de explorar:

"Mão na mochila, pé na estrada!" 
[K. Favero]




 { Proximidades do Rio Manuel Alves; 
Município de Natividade - TO }

Fotos & AdventureCésar Favero e amigos.























Não quis interromper a sequência de imagens com nenhum tipo de comentário...
É um tempo pra apreciar e mergulhar em pensamentos, numa jornada interior particular.
A natureza fala por si só!

[Detalhe: meu papacito é o do meio, na última foto :D]

Depois de um longo suspiro,  eu só tenho uma coisa a afirmar, muchachos. Ou melhor, reafirmar:

We <3 Cerrado! Sin duudas ;)
Viva el camping y la naturaleza de Diós <3

PAAAIII, quando eu chegar bora repetir esse time, eim?!
 Besos no corazón mi gente :*


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Sete dias em Cancún - Sugestão de roteiro

Um casal amigo, que tem uma viagem marcada para o mês de outubro com destino a Cancún, me encomendou uma sugestão de roteiro.
Resolvi então, compartilhar com todos! :)

#Desfrutem #Disfruta #Enjoy


-

   
 { Veja PRAIAS de água cristalina 
(Cancún, Tulun, Islas Mujeres, Playa del Carmen) }

 { Veja Praias e Cenotes, México - Riviera Maia }

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

CAMPING time - Paraná

Registros em fotos.

"Mão na mochila, pé na estrada."


 { Proximidades do Rio Tricolor, Paraná }

Terra vermelha 
Grama úmida,
Ventos frios alternados aos quentes...


Cheirinho de costela no fogo
Suquinho branco
Mãos mortas
Amizade antiga


Natureza hermosa
Deus forte!
Caminhos incertos 
Sem descrição-precisão



Vida leve, intensa
Paz interior.
Sem hora pra dormir
Muito menos despertador pra acordar... 


O Mundo que te dá "BOM DIA!"


 Quack quack patinhos
Miados baixinhos
Galo desregulado!
Perfume doce
Sapato manchado

Roupa fora do armário
"Vai chover!"